Suporte ao Cliente

Leia mais depoimentos

  • 27
    Jun

    Copa de Hits: após acertar os 2 jogos, G1 simula Brasil x Sérvia no 'Fifa18' com MC Loma; veja

    G1 chama cantores de hits da Copa simular jogos do Brasil no videogame. MC Loma representa o Brasil contra a Sérvia, fala de vida pós-'Envolvimento' e possível turnê pela Europa. Copa de Hits: MC Loma e as Gêmas Lacração Começou como brincadeira, mas a coisa ficou séria. Depois de acertar o empate do Brasil contra a Suíça, e cravar o placar da vitória de 2 a 0 sobre a Costa Rica, a Copa de Hits, em que o G1 convida músicos para jogar no videogame as mesmas partidas do Brasil na Copa, convoca MC Loma e as Gêmeas Lacração para simular a partida derradeira contra a Sérvia, que acontece nesta quarta-feira (27), às 15h. A boa notícia é que, se depender das criadoras de ?Envolvimento? e ?Disputa do Bumbum?, Neymar e companhia se classificam com folga às oitavas da Copa do Mundo na Rússia. Num confronto simulado no game ?Fifa 18?, Loma conseguiu uma vitória tranquila de 4 a 0 sobre os adversários. Assista no vídeo acima à terceira edição da Copa de Hits, com MC Loma e as Gêmeas Lacração. Copa de Hits: Atitude 67 simula Brasil x Costa Rica no 'Fifa 18' e fala sobre música 'Agora é hexa' Copa de Hits: MC WM simula Brasil x Suíça no 'Fifa 18' e fala sobre 'Copa do Bumbum' e 'Fuleragem' MC Loma e as Gêmeas Lacração no clipe de 'Treme treme' Divulgação Após atingirem listas de mais ouvidas e conseguirem quase 250 milhões de visualizações no YouTube com ?Envolvimento?, Loma e as irmãs Mirella e Marielly lançaram ?Disputa do Bumbum? a tempo de embalar a campanha brasileira da Copa. Para isso, no entanto, a canção teve que passar por algumas transformações. ?Eu mudei algumas coisas, já tinha ela no meu bloco de notas?, conta Mirella. ?Escrevi uma música normal, mas depois coloquei umas coisas de Copa.? Em relação à competição, o empate na estreia foi decepcionante, mas elas acham injusto a cobrança sobre Neymar. ?Eu fiquei meio que sem esperança. Não vou mentir?, diz Loma. ?O povo só bota pressão em Neymar. Ele dá o máximo dele.?

  • 26
    Jun

    Bitcoin despenca 70% seis meses após atingir pico de US$ 20 mil; analistas falam em 'estouro da bolha'

    Moeda virtual chegou a ser vendida a US$ 20 mil em dezembro; maior escrutínio de autoridades financeiras e ceticismo derrubaram a cotação. Representação da moeda virtual bitcoin Jack Guez/AFP A desconfiança do mercado financeiro fez o bitcoin derreter desde o fim do ano passado, quando chegou a ser vendido por US$ 20 mil, a maior cotação da história da criptomoeda. Desde dezembro de 2017, a moeda virtual beira os 70% de queda. Enquanto a euforia de investidores contribuiu para levar o preço do bitcoin às alturas, o maior escrutínio de autoridades financeiras sobre levantamentos de capita com toda e qualquer moeda criptográfica ajuda a segurar o ânimo com a maior delas. Soma-se ainda a desconfiança, levantada por acadêmicos e firmas de análise de mercado, de que a guinada do bitcoin foi sustentada artificialmente por um esquema quase tão complexo quanto as próprias moedas digitiais criado por uma das maiores ?casas de câmbio? dessa área. A valorização do bitcoin, que só no ano passado disparou mais de 1.000%, acendeu o sinal vermelho para a formação de uma bolha especulativa. Se 2017 foi um ano de crescimento astronômico para o bitcoin, o mesmo não ocorre em 2018. Desde o começo do ano, a moeda virtual já caiu 54%. Na última sexta-feira (22), era negociada a US$ 6.198. Já em relação a dezembro do ano passado, quando atingiu os US$ 20 mil, a derrapada é ainda mais intensa: de 69%. Com o declínio, especialistas avaliam que a bolha possa ter estourado. ?A gente teve aquela grande escalada de preço no fim do ano, que foi o grande excesso. Hoje, em retrospectiva, a gente consegue enxergar que houve uma grande euforia?, diz Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas da XP Investimentos, uma das maiores corretoras de investimentos do Brasil e que está em processo de aquisição pelo Itaú. ?Tinha gente que dizia que era bolha na época. Acho que sim, tinha um grande excesso de preço.? Veja no vídeo abaixo o que é bitcoin: Educação financeira: entenda o que é o Bitcoin Veja perguntas e respostas sobre o que é bitcoin Ceticismo ?Flutuações semelhantes já aconteceram no mercado de ?criptoativos? ao longo dos últimos anos. Entendemos como um movimento natural do mercado reagindo a diferentes acontecimentos como regulações e proibições em alguns países, casos de invasões de hackers a corretoras?, diz Youyang Jiang, diretor-geral da CoinBene, uma das maiores exchange do mundo que acabou de chegar ao Brasil. As investidas de órgãos de controle financeiras atingem em cheio uma das principais peculiaridades do bitcoin: a de não estar sob a supervisão de nenhuma autoridade financeira. Só que os investimentos feitos em moedas criptográficas que seguiram o rastro do bitcoin entraram de vez na mira de reguladores do mercado. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu que fundos invistam em criptomoedas. A SEC, equivalente à CVM para os Estados Unidos, revelou em março ter aberto investigações sobre ofertas públicas iniciais de moedas virtuais, as ICOs. Elas são vendas de fatias de um determinado negócio. Só que, em vez de ações, os compradores adquirem novas moedas virtuais, geradas apenas para aquela transação. Outra pedra no caminho do bitcoin é o aumento das suspeitas de que o preço só subiu porque uma das maiores ?corretoras? de criptomoeda manipulou o mercado. A corretora Bitfinex passou a encontrar dificuldade de encontrar bancos que gerissem suas contas correntes. Por isso, inventou o Tether, que, segundo promete, equivale a US$ 1. Assim, à medida que alguém usava US$ 1 para comprar alguma criptomoeda na Bitfinex, um Tether era emitdo. Dessa forma, o Tether, que não é uma moeda criptográfica, mas, sim, uma ?ficha? digital funciona, na prática, como uma nota promissória de dólar. Só que o Tether passou a ser aceito por outras corretoras, também impedidas de trabalhar com dólares por não ter conta em banco. A ideia é que a troca de Tether por dólares possa ser feito a qualquer momento, mas os fundos para cobrir a quantidade de Tether em circulação nunca foi comprovada. Pesquisadores da Universidade do Texas descreveram em um estudo que as movimentações de Tether responderam por até 50% da valorização do bitcoin nos 12 meses anteriores a março de 2018. O professor John Griffin e a pós-graduanda Amin Shams estimam que, sem a circulação de Tether nesse período, o bitcoin valeria cerca de US$ 4,1 mil em março de 2018 ? na época, porém, era vendida a US$ 7 mil. ?O dólar Tether pode ter tido uma influência, sim?, diz Ulrich, mas ressalta que sua presença não foi ?preponderante?. Normalização Os especialistas não descartam que a queda foi substancial, mas a encaram como uma tentativa do mercado de trazer sua cotação para um patamar mais sustentável. ?Essa reversão deve ser uma normalização?, diz Ulrich. O diretor-geral da CoinBene concorda: ?O mercado deve amadurecer no mundo inteiro?. ?Previsões de preços são sempre muito difíceis, mas esse é mais ou menos o patamar para os mineradores ficarem no zero a zerou ou minimamente rentáveis?, completa. ?Não é um piso, mas é um indicador do que seria algo mais saudável.? Mineradores são as pessoas que cedem a capacidade de seus computadores para que as transações de bitcoin sejam realizadas. Como a transferência de moedas requer a realização cálculos matemáticos complexos, é necessário o uso de processadores potentes para decifrá-los. Em troca, os mineradores recebem algumas moedas de tempos em tempos. Só que, como manter essas máquinas custa caso, principalmente com a energia para que funcionem e fiquem resfriadas, os mineradores podem acabar tendo de operar no vermelho caso o preço do bitcoin caia muito. ?Há diversos fatores para a valorização ou queda dos ativos digitais, que hoje são mais de 2 mil. O lado interessante dos últimos acontecimentos é o maior interesse da pesquisa acadêmica econômica. Isso pode ser muito positivo para o mercado?, diz Youyang Jiang.

  • 23
    Jun

    Recomendações feitas por inteligência artificial vão mudar suas decisões, diz líder do Google para Mapas

    Serviço de mapas passou a ser usado para jogos que querem levar dinossauros, zumbis e fantasmas para o mundo real, além de tomar um banho de realidade aumentada e inteligência artificial. Gayathri Rajan, vice-presidente do Google Mapas. Divulgação/Google Dinossauros caminhando na avenida Paulista, principal via da capital paulista, assustariam mais se Pikachu e outros monstrinhos já não tivessem feito isso antes quando Pokémon Go virou febre no ano passado. A novidade por trás do game ?Jurassic World Alive" é que ele é um dos primeiros a usar a tecnologia do Google Mapas, aquele serviço que você usa quando não faz ideia de onde fica algum lugar ou quer escapar do trânsito. Essa é apenas uma das mudanças pelas quais o Mapas está passando, diz Gayathri Rajan, vice-presidente do Google Mapas, ao G1. ?Tínhamos os mapas em papel, passamos ao mapa em tempo real e agora tentamos recriar o mundo real e trazê-lo para os mapas.? Além de transformar o Mapas, assim como todas as informações contidas lá, em uma plataforma que pode ser usada por jogos, diversos mecanismos de inteligência artificial foram adicionados. Um deles é o que analisa todas as preferências gastronômicas de alguém para sugerir o melhor restaurante. Mas não só. O Google usa inteligência artificial também nas novas câmeras dos carros que captam imagens para o Street View. Com isso, os robôs são capazes de identificar nomes e números em placas de rua. ?Se você parar para pensar, o que é um mapa? Mapas são a representação do mundo real, mas, cada vez mais, você vê que os limites entre real e digital ficam borrados.? Veja abaixo os principais trechos da entrevista: Quando o Google Maps surgiu, a proposta era levar o mundo real para o digital. Em que estágio o serviço está agora? No passado, você tinha que usar papel para desenhar um mapa. Era algo que durava por muito tempo, mas já estava bom o suficiente. Agora, antes de ir a qualquer lugar, você pesquisa antes no seu celular como chegar lá. Por isso temos que liberar dezenas de atualizações aos mapas todos os dias. Hoje, o que temos é um mapa com vida própria, atualizado em tempo real. Como o mundo está mudando, temos que seguir de muito perto quais tecnologias usar para saber onde as coisas estão. Uma das mudanças que fizemos é para resolver um problema simples. Quando você recebe direções para ir caminhando a um lugar, ao começar, você não sabe quando virar à direita ou à esquerda. Tornar as coisas mais simples é algo no que eu acredito que a realidade aumentada pode ajudar. Tínhamos os mapas em papel, passamos ao mapa em tempo real e agora tentamos recriar o mundo real e trazê-lo para os mapas. A tecnologia que lançamos é algo como 'me ache onde quer que eu esteja no mundo real'. Sistema de roteamento do Google Maps que usa realidade aumentada para guiar pessoas. Divulgação/Google Algumas das ferramentas que vocês criaram, como usar inteligência artificial para identificar restaurantes de que as pessoas gostariam, usa informações coletadas no mundo digital para influenciar ações no mundo real. É realmente o intuito do Google? É um jeito interessante de pensar a respeito. A inteligência artificial, em geral, entende o que está acontecendo, tenta prever a resposta correta e aprende com tudo isso. Essa é a natureza dela. Ela sabe, com base nos dados, a que lugares as pessoas gostam de ir, lugares a que vocês já foi antes. A inteligência artificial aprende com o mundo, faz recomendações e aí sim influencia as decisões que você toma. O Google lançou uma integração do Mapas para desenvolvedores de games transferirem o mundo real para o mundo virtual dos jogos. Essa é uma nova abordagem do Maps? Nós fornecemos uma plataforma que tem uma visão em 3D do mundo. É algo que pode ser personalizado para o mundo dos games, mas de um jeito muito diferente do mundo real, ainda que baseado nele. Mostramos também quais são os lugares 'jogáveis', ou seja, os lugares em que ações dos games podem ocorrer, como aqueles em que você pode colocar o seu dinossauro ou o seu Pokémon. A realidade aumentada vai ser isso: objetos digitais colocados no mundo real para criar essa noção de que, no mundo, real e digital se tornaram parte da mesma realidade. Jogo 'Jurassic World Alive' usa realidade aumentada para mostrar dinossauros no mundo real e também o Google Maps. Reprodução/Ludia O Mapas também tem ferramentas para estabelecimentos comerciais se integrarem no mundo virtual. Vocês acham que precisam pressionar esses negócios para marcarem a presença no mundo virtual? Não é uma pressão, mas é uma forcinha para novos negócios que estão se tornando interessantes e estão crescendo, como por exemplo as empresas de entrega programada. Elas já usam tecnologia, como o Mapas, para obter direções e rotas e conseguir tocar seus negócios. Também há pequenas companhias que criaram suas operações de entrega como um atalho para conseguir cliente. Nós queremos ajudá-las a se tornar visíveis digitalmente e serem encontradas. O Google começou a usar um novo sistema nos carros do Street View. O que vocês pretendem fazer com essa informação? Quando lançamos o Street View há quase uma década, queríamos ajudar as pessoas a se encontrar e a entender como poderia ser um lugar a que elas estavam indo. Agora, conseguimos usar aprendizado de máquina para reconhecer nessas imagens que aquilo é o número dois ou isso é o número da rua. Com isso, podemos construir nosso conhecimento sobre lugares e endereços, o que é muito, muito útil. No Brasil, especificamente, letreiros e placas não são muito pouco visíveis. Essa ferramenta nos ajuda, de uma forma mais econômica, a atestar todos os endereços em nosso banco de dados. De outra forma seria muito difícil checar placa por placa todos os endereços do mundo. Novo carro do Google Street View Divulgação/Google Essa ferramenta ajuda vocês a colocar no mapa um estabelecimento que não estava lá antes? Isso nos ajuda a fazer atualizações. Isso nos ajuda a perceber se o número de um prédio contém ou não o número dois, por exemplo. Se as informações fornecidas pela cidade não derem conta de que esse estabelecimento existe, essa ferramenta nos ajuda a entender e a criar endereços de forma mais eficiente e rápida. Muitos pesquisadores criticam sistemas de roteamento, como Maps e Waze, por acreditarem que eles prejudicam o trânsito. Nossa inteligência artificial está constantemente aprendendo. Se ela vir que o tempo de tráfego estimado para uma rota está muito alto, o modelo aprende e a próxima pessoa a pedir um itinerário vai receber uma sugestão diferente. É realmente dinâmico. Se há congestionamento e um grande número de pessoas está nessa rota, elas rapidamente são orientadas a seguir por outra rota. E você não poderia fazer isso sem aprendizado de máquina. Só é possível porque ela lê o fluxo de dados em tempo real. Eu acho que São Paulo é uma cidade muito, muito grande, e o tráfego definitivamente vai piorar a não ser que façam mais ruas e rodovias. Não acho que o trânsito seja culpa do Mapas.

  • 22
    Jun

    Copa de Hits: Atitude 67 simula Brasil x Costa Rica no 'Fifa 18' e fala sobre música 'Agora é hexa'

    Grupo ganhou de 2x0 do adversário da seleção brasileira e conversou sobre canção gravada com Anavitória e outras músicas como 'Saideira' e 'Cerveja de garrafa'. Copa de Hits: Atitude 67 simula Brasil x Costa Rica e fala sobre 'Agora é hexa' Se a seleção brasileira se inspirar no grupo Atitude 67, pode ser que consiga se recuperar na Copa do Mundo e consiga uma vitória contra a Costa Rica nesta sexta-feira (22), na segunda rodada da fase de grupos. O sexteto do MS, que atingiu a lista de 50 maiores virais do Spotify com as músicas "Saideira" e "Cerveja de garrafa (fumaça que eu faço)", participou da nova canção da dupla Anavitória, "Agora é hexa", uma celebração do possível título brasileiro na Rússia. Se revezando nos controles do video game, o grupo conseguiu uma vitória de 2 a 0 para o Brasil em uma partida de "Fifa 18" contra a Costa Rica. Isso talvez seja um bom sinal, considerando que a primeira simulação feita pelo G1, com participação de MC WM, acabou no 0 a 0, e a seleção realmente ficou no empate por 1 a 1 contra a Suíça no último domingo (17). Nos próximos dias, o G1 convida artistas que lançaram canções relacionadas ao mundial para simular no videogame os jogos da seleção na Copa. Assista no vídeo acima à segunda edição da Copa de Hits, com o grupo Atitude 67. Os membros do Atitude 67 se mudaram para São Paulo e dividem uma casa Divulgação O grupo ficou um pouco decepcionado com o primeiro resultado do Brasil, mas teve a difícil missão de levantar a energia do público após o empate. "A gente tentou trazer a energia. A galera já tava meio bêbada, né? Então a gente tentou dizer que o empate era nosso e vambora", conta Karan, responsável pelo pandeiro e uma das vozes do Atitude 67. Mesmo assim, eles continuam confiantes no hexa, mesmo que isso signifique que a canção não tenha uma vida útil tão longa ? ou talvez tenha. "A gente conversou isso quando estava no estúdio com as meninas da Anavitória", conta o vocalista Pedrinho. "Qualquer coisa, se colocar 'Agora é hepta' vai rimar da mesma forma. A métrica é a mesma. E vai dar sorte. Então a gente quer que ganhe. Vai ser muito legal se ganhar porque vai marcar uma coisa incrível, que é o hexa." Initial plugin text

  • 21
    Jun

    Uso de aplicativo para obter 'root' no Android e fraude com boleto falso: pacotão de segurança

    Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras. Um dos vários avisos de segurança recebidos ao tentar baixar e instalar o Kingroot: 'este tipo de arquivo pode danificar o seu dispositivo'. Reprodução >>> Software de root no Android Eu gostaria de pedir uma atenção especial de vocês para o aplicativo que faz root no celular chamado KingRoot. Ele faz root e aparentemente tem uma conexão constante com servidores chineses. Pesquisando na internet, vi que muitas pessoas dizem que ele rouba dados. Usei meu celular rooteado com esse aplicativo por mais de 1 ano. Então imaginem como estou preocupado. Sempre tive cuidado com isso, mas também sempre instalei aplicativos de fora da Google Play Store. Agora estou tendo muito mais atenção. Troquei senhas, retirei o root, estou até usando firewall no celular. Wagner Wagner, o processo de realizar "root" (superusuário) no celular -- não importa a forma ou aplicativo -- já é por si só uma redução na segurança do telefone. Se você preza pela segurança, realizar root e baixar aplicativos fora da Play Store são atividades desaconselhadas. Afinal, a finalidade de realizar o root é desbloquear a realização de ações que são bloqueadas pelo sistema justamente para garantir a confiabilidade e a segurança do celular. Se você age no sentido de derrubar essas barreiras, você está quase sempre prejudicando sua própria segurança. Não é apenas uma questão de utilizar esse ou aquele aplicativo para realizar o root -- qualquer root traz riscos para o uso do seu celular. Dependendo do método utilizado e do aparelho, há até um risco de danificar o celular de tal maneira que ele não ligue mais. Dessa forma, Wagner, você se contradiz quando fala que "sempre teve cuidado" e que "sempre instalou aplicativos fora da Play Store". Você decidiu adotar um comportamento arriscado porque confiava na sua habilidade de medir o risco dos aplicativos. O problema agora, como você está vendo, é que medir a confiança de aplicativos é algo extremamente difícil. Será que o Kingroot é mesmo malicioso ou não? Para um aplicativo relativamente conhecido, poucos antivírus detectam o Kingroot como um código malicioso. Mas é aí que mora o problema: como é um aplicativo de uma fonte terceirizada, não é possível saber o que o aplicativo faz depois de instalado, se todas as pessoas que baixam recebem o mesmo arquivo, se não existem versões modificadas na internet e por aí vai. Em nenhuma hipótese é possível recomendar esse tipo de procedimento, do ponto de vista da segurança, independentemente da qualidade do aplicativo envolvido. Isto dito, existem mecanismos semioficiais para desbloquear o celular e obter root. Eles são destinados a programadores e sua dificuldade é compatível com o público que se espere que utilize esses métodos. Uma vez obtido o root, é possível usar o aplicativo SuperSu (que está na Play Store) para gerenciar o root. >>> Boleto na compra de drone Gostaria de saber mais sobre meu caso. Eu estava procurando um drone para comprar e fui no mercado livre vi o anuncio de um vendedor e fiz o contato com o vendedor para a entrega do produto e foi enviado a mim o boleto com nomeado com os dados do Mercado Livre. Fiz o pagamento e na minha conta Mercado Pago ficou como pendente e como se eu fosse o vendedor. Fiz a reclamação no Mercado Livre e eles passaram que não foram eles que me enviaram o boleto e não tem como fazer o reembolso, pois o vendedor já tinha sacado o valor do Mercado Pago, e é pra eu pedir o reembolso à instituição financeira. O que devo fazer? Danilo Rosa O seu caso parece idêntico a outros que já foram assunto neste pacotão de dúvidas (veja aqui, por exemplo): o vendedor entrou em contato com você de alguma forma, enviou documentos (boletos) falsos e você fez o pagamento. Como o dinheiro nunca caiu na conta do Mercado Pago, o Mercado Livre não tem condições de realizar o reembolso para você. Realmente, apenas a instituição financeira teria condições de realizar o reembolso. Na prática, isso é extremamente difícil e raramente é oferecido qualquer reembolso, porque é possível que os criminosos já tenham feito o saque do valor. Como o boleto é apenas um documento que autoriza uma transferência de dinheiro, do ponto de vista do banco você entregou esse dinheiro na mão dos criminosos -- e, portanto, o banco também não é culpado pelo ocorrido. Você pode e deve tentar buscar todo o auxílio possível (Procon, polícia e Poder Judiciário), inclusive porque pode ter ocorrido alguma falha do banco ao não identificar a fraude (embora também exista a possibilidade de os criminosos terem usado a conta de uma empresa que não sabia o que estava acontecendo). Mas, independentemente do resultado obtido, você precisa tomar mais cuidado e utilizar os sistemas de pagamento online (PagSeguro, Mercado Pago, PayPal, etc) de forma correta. Você não deve aceitar documentos recebidos por e-mail. Além disso, pagar por cartão é normalmente mais seguro do que boleto, porque você pode pedir o cancelamento do valor pago. Mas, como você abriu um documento enviado pelos criminosos, você também poderia ter aberto um site de pagamento falso para o cartão e entregue todos os seus dados para os bandidos -- você provavelmente teria que cancelar o cartão todo. É por isso que você só deve realizar o pagamento pelo site original do sistema de pagamento. >>> IMEI e número de telefone Quando alguém possui o IMEI de seu celular, essa pessoa pode descobrir seu número de celular? E se essa pessoa possuindo o IMEI, pode ver todos os acessos de apps e Internet que faz no celular? Annie Uma pessoa não pode fazer isso, mas a operadora de telefonia pode, com certas restrições. Ou seja, se você for alvo de uma investigação da polícia ou de um processo na Justiça, a operadora pode ser obrigada a informar os números de telefone que estão ou já foram associados a um IMEI. Da mesma forma, a polícia também pode solicitar grampos no seu acesso à internet, o que permitirá visualizar parte do acesso que você acessa nos aplicativos. Os aplicativos que você instalou em seu celular também podem ser obtidos junto ao Google ou à Apple. A lista pode não ser totalmente confiável, mas também pode ser útil, dependendo do caso. De qualquer modo, estas são informações que podem ser solicitadas às empresas no âmbito da Justiça. Uma pessoa normal, em sua própria capacidade, não teria condições de descobrir todas essas informações. O IMEI, como já explicado nesta coluna, é um número de identificação do aparelho junto à operadora. Existe muito misticismo ao redor desse número, mas ele só revela qualquer informação quando associado àquilo que a operadora sabe de seu cliente ou número de telefone. O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

  • 21
    Jun

    Intel anuncia saída de CEO por se relacionar com funcionária, prática proibida pela empresa

    Esposa do executivo trabalhou na empresa logo após se graduar em engenharia química em 1996. Brian Krzanich, CEO da Intel, fala durante a CES 2018, em Las Vegas, nos EUA. Rick Wilking/Reuters A Intel, maior fabricante de chips para computadores do mundo, anunciou nesta sexta-feira (21) que Brian Krzanich não é mais o presidente-executivo da empresa por ter mantido um relacionamento amoroso com uma funcionária, prática proibida pela política da companhia. ?A Intel foi recentemente informada de que Krzanich tem um relacionamento consensual antigo com uma funcionária da Intel. Um conselho de investigação interna e externa confirmou a violação da política da Intel de não-confraternização, o que se aplica a todos os gerentes?, explica a Intel. ?Dada a expectativa de que todos os empregados irá respeitar os valores da Intel e aderir ao código de conduta da companhia, o conselho aceitou a renúncia de Krzanick.? Carreira e vida pessoal Krzanick estava na Intel desde 1982, quando ingressou para trabalhar como engenheiro na fábrica de processadores da empresa no Novo México. A partir daí, ele subiu na hierarquia da companhia até começar a supervisionar a cadeia de suprimentos da fabricante de chips em 2007. Cinco anos depois, se tornou diretor de operações da empresa, o que o gabaritou para assumir a presidência-executiva pouco mais de um ano depois, em maio de 2013. Ele é casado com Brandee Krzanich, com quem tem dois filhos. Atualmente, Brandee trabalha em uma firma imobiliária, mas, entre 1996 e 1998, ela passou pela Intel assim que se formou como engenheira química na Universidade do Texas. Próximo CEO O posto de CEO será ocupado de forma interina pelo diretor financeiro, Robert Swan, que está na empresa desde outubro de 2016. ?O conselho acredita firmemente na estratégia da Intel e nós estamos confiante na habilidade de Bob Swan de liderar a companhia conforme conduzimos uma robusta busca pelo nosso próximo CEO?, afirmou, em nota, o presidente do conselho da Intel, Andy Bryant. 06/01: Brian Krzanich apresenta novidades da Intel Corp. na CES 2014, em Las Vegas, nos EUA Ethan Miller/Getty Images/AFP

  • 21
    Jun

    Parlamentares dos EUA querem que Google reconsidere negócios com a chinesa Huawei

    'Estamos decepcionados porque o Google está mais disposto a apoiar o Partido Comunista Chinês que os militares dos EUA', disseram deputados e senadores ao CEO do Google, em carta. Sundar Pichai, CEO do Google. Stephen Lam/Reuters Um grupo de parlamentares dos Estados Unidos pediu ao Google, da Alphabet, nesta quarta-feira, para reconsiderar seu trabalho com a empresa de telecomunicações chinesa Huawei, descrita por eles como uma ameaça à segurança nacional. A preocupação foi manifestada em carta enviada ao presidente-executivo do Google, Sundar Pichai. Assinada pelos senadores republicanos Tom Cotton e Marco Rubio, pelos deputados republicanos Michael Conaway e Liz Cheney e pelo deputado democrata Dutch Ruppersberger. No documento, os legisladores compararam a aliança com a empresa chinesa e a recente recusa do Google não renovar o "Projeto Maven", uma parceria de pesquisa de inteligência artificial com o Departamento de Defesa dos EUA. "Apesar de lamentarmos que o Google não queira continuar uma longa e frutífera tradição de colaboração entre as empresas militares e de tecnologia, estamos ainda mais decepcionados porque o Google está mais disposto a apoiar o Partido Comunista Chinês que os militares dos EUA". A Alphabet não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A carta foi a mais recente de uma série de esforços de membros do Congresso dos EUA para atingir Huawei e a ZTE, outra grande empresa chinesa de equipamentos de telecomunicações. Os parlamentares apresentaram projetos de lei que impedem as agências governamentais de usar os produtos das empresas e tentam derrubar o acordo do presidente Donald Trump de encerrar a proibição contra a ZTE. No início deste mês, outro senador, o democrata Mark Warner, escreveu à Alphabet e outras empresas de tecnologia perguntando sobre quaisquer acordos de compartilhamento de dados com fornecedores chineses.

  • 21
    Jun

    Ataque hacker lançado da China invadiu satélites e empresas de defesa dos EUA, diz Symantec

    'A interrupção dos satélites poderia deixar as instalações civis e militares sujeitas a grandes polarizações [no mundo real]', disse executivo da empresa. Uma sofisticada campanha de hackers lançada a partir de computadores na China invadiu operadores de satélites, empresas de defesa e de telecomunicações nos Estados Unidos e no sudeste da Ásia, informaram pesquisadores de segurança da Symantec nesta terça-feira (19). A Symantec afirmou que o ataque parece ser impulsionado por metas nacionais de espionagem, como a interceptação de comunicações militares e civis. Essas capacidades de interceptação são raras, mas não são inéditas, e os pesquisadores não puderam dizer quais comunicações, podem ter sido comprometidas. O mais perturbador neste caso é que os hackers infectaram computadores que controlavam os satélites, de modo que eles poderiam ter mudado as posições dos dispositivos em órbita e interrompido o tráfego de dados, disse a Symantec. "A interrupção dos satélites poderia deixar as instalações civis e militares sujeitas a grandes polarizações [no mundo real]", disse Vikram Thakur, diretor técnico da Symantec. "Somos extremamente dependentes de sua funcionalidade." A Symantec informou que já compartilhou informações técnicas sobre o ataque com o FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Também informou agências de defesa na Ásia e outras empresas de segurança. O FBI não respondeu a um pedido de comentário. Segundo o executivo, o acesso dos hackers já foi removido dos sistemas infectados. Segundo Thakur, a Symantec detectou o uso indevido de ferramentas de software comuns em sites de clientes em janeiro, levando à descoberta da campanha em alvos não identificados. Ele atribuiu o ataque a um grupo chamado internamente como Thrip -- outras empresas possuem nomes diferentes para ele. Não ficou claro como o Thrip conseguiu entrar nos sistemas. No passado, dependia de e-mails enganosos que infectavam anexos ou levavam os destinatários a links maliciosos. Desta vez, em vez de infectar os computadores de usuários, mirou os servidores, o que dificulta a detecção. A Symantec não culpou diretamente o governo chinês pelo ataque. A empresa disse que os hackers lançaram sua campanha de três computadores na região. Em teoria, essas máquinas poderiam ter sido comprometidas por alguém em outro lugar.

  • 21
    Jun

    'Na transformação digital, você fala diretamente com o cliente', diz líder de computação em nuvem da Amazon

    'Internet e smartphones fazem consumidores esperarem relação mais próxima com negócios', diz ao G1 Adrian Cockcroft, vice-presidente da AWS, responsável por 72% do lucro da Amazon. Amazon Web Services Divulgação/Amazon Se você gosta de ?Casa de Papel?, ?Sense8? ou ?Stranger Things?, há um homem a quem agradecer: Adrian Cockcroft. Ele foi o responsável por desenhar a arquitetura de computação em nuvem da Netflix, no momento em que a empresa abandonava de vez o negócio de aluguel de DVD e passava a transformar sua plataforma de streaming de vídeo em um negócio global. Em 2009, quando a companhia estava prestes a lançar sua primeira operação fora dos Estados Unidos, no Canadá, ele bateu na porta da Amazon Web Services para discutir como seria possível hospedar na nuvem uma cópia do acervo da Netflix em cada canto do mundo onde pretendia entrar. E de uma forma que os clientes pudessem apertar o play e não ter muitos problemas para ver séries e filmes. Hoje, ele mesmo migrou para a nuvem: é o vice-presidente de arquitetura em nuvem da AWS e ajuda outras empresas a abrir mão de um data center próprio e guardar seus dados nos computadores da empresa. Apesar de a Amazon ser bastante conhecida como a maior varejista do mundo, a computação em nuvem responde por 72% dos US$ 1,92 bilhão de lucro operacional da empresa, segundo dados do primeiro trimestre de 2018. Ainda que a empresa tenha clientes como Nasa, a prefeitura de Nova York, gigantes globais, como o banco AIG, e regionais, como Magazine Luiza, ele se empolga mesmo com startups, como o Nubank, porque a fintech brasileira ?nasceu do zero? já na nuvem. Ele está no Brasil pela primeira vez desde 1994 para palestrar em um evento da Amazon Web Services que ocorre nesta quinta-feira (21). Além de retornar ao país em ano de Copa do Mundo, o que ele jura que é pura coincidência, Cockcroft não poderia ter escolhido melhor momento para a visita. O governo federal acabou de publicar diretrizes para órgãos públicos contratarem serviços de computação em nuvem e o Banco Central criou regras para os bancos brasileiros que queiram hospedar dados de seus clientes fora de seus sistemas. Coincidência ou não, ele e o governo veem na digitalização de alguns processos um dos trunfos da computação em nuvem. ?Se um banco tivesse 2 mil agências, ele teria 2 mil pontos de acesso aos consumidores. Mas isso foi antes da transformação digital, porque hoje todos os seus consumidores têm um aplicativo para celular que faz as mesmas coisas que uma agência fazia. Se antes você tinha 2 mil, agora têm alguns milhões de consumidores que a todo momento podem se conectar a você.? ?Na transformação digital, em vez de gerenciar seu serviço indiretamente, você fala diretamente com o cliente. Essa é a coisa mais básica para todas as indústrias: internet, smartphones e todas essas tecnologias digitais, que todos carregam consigo, agora fazem com que os consumidores esperem relação mais próxima com negócios.? Adrian Cockcroft, vice-presidente de estratégias para a nuvem da Amazon Web Services. Reprodução/Vimeo Veja abaixo os principais trechos da entrevista: G1 - Você trabalhava na Netflix, uma das maiores clientes da AWX, e agora lidera a estratégia de nuvem da Amazon. Que lições levou? Adrian Cockcroft - Eu entrei na Netflix em 2007, justamente quando estavam lançando o serviço de streaming. Antes disso, era só um negócio de aluguel de DVD. Nessa época, ela era totalmente operada em Data Center. Crescíamos muito rápido e queríamos ir além dos EUA para nos tornar global. Por volta de 2009, quando estávamos trabalhando para operar em todo o mundo, olhamos para os Data Centers e pensamos: 'Isso não vai dar certo'. Conversamos com a AWS, e a Netflix se tornou o primeiro grande cliente, porque até ali ela costumávamos trabalhar com startups. A arquitetura de hoje é a que definimos em 2010. G1 - Há alguma série da Netflix que você curte? Cockcroft - Eu gosto de ?Chef's Table?, em que eles acham um chef e investigam a fundo o que ele faz e por que faz. Um deles foi sobre um chefe da Patagônia, que costuma viver no meio da floresta, cozinhando a própria comida. Era uma abordagem totalmente diferente. G1 ? Nunca pensou em dar uma olhadinha na próxima temporada do ?Chef?s Table?, já que todo o acervo da Netflix está na Amazon? Cockcroft - Não funciona desse jeito. A gente não pode ver nada do que os nossos consumidores estão hospedando. Tudo é criptografado e fica completamente isolado. O que a AWS vê é, ?Ok, esse cliente tem mil máquinas sendo usadas'. Só temos que saber o suficiente para cobrar o preço correto. Nós só precisamos saber o suficiente para mandar a conta certa (risos). O que você quer rodar nessas máquinas fica por sua conta. Nos primeiros dias da Netflix, que é um grande competidor do [serviço de streaming de vídeo] Amazon Prime, os serviços da AWS foi o escolhido para o negócio ser construído. E a Netflix nunca teve nenhum problema de a Amazon Prime ficar sabendo o que eles estavam fazendo. G1 ? Como vocês garantem que os dados são mantidos em segurança e que a transferência dessas informações é feita sem interceptações? Cockcroft - Os dados são criptografados e só o cliente possui a chave. Quando isso ocorre, os dados viram só números aleatórios para qualquer outra pessoa. Se pudesse ver os dados, você veria que tudo está embaralhado. Quando uma requisição é feita para usar aquela informação, o cliente manda a chave para decodificar somente os dados pertinentes para aquela solicitação. G1 ? Apesar dos ataques do presidente Donaldo Trump à Amazon, a empresa é uma das maiores fornecedores do governo norte-americano. Com que órgãos federais vocês trabalham lá? Cockcroft - Nós temos uma versão da nuvem, chamada de Gov Cloud, que é feita especificamente para organizações do governo. É o caso da Nasa. Todos que trabalham lá têm de ser cidadãos norte-americanos. Em um nível, temos um modelo diferente de segurança, regras diferentes sobre quem pode operar. Em outro, temos um estágio ainda maior de sigilo manter [essas informações] ainda mais isoladas. G1 - O governo brasileiro lançou diretrizes que órgãos públicos devem seguir na hora de contratar nuvens públicas. Como o Brasil é um dos maiores mercados para vários segmentos de tecnologia, qual é o tamanho dessa oportunidade para a Amazon. Cockcroft ? Estamos conversando com todos os governos do mundo. É uma grande oportunidade para a gente. Não conheço a fundo o processo de modernização do Brasil, mas sei que houve projetos semelhantes lançados na França, Argentina, EUA e no Reino Unido. Estamos vendo governos de todo mundo indo para a nuvem, para ter agilidade, velocidade e redução no custo de produção, em comparação ao jeito que costumam fazer as coisas antes. São sistemas muito, muito velhos. Alguns deles foram construídos há 30, 40 anos e precisam ser atualizados. Vemos que querem oferecer melhores serviços para os cidadãos. G1 - Tanto você como o governo brasileiro falam de transformação digital. Afinal, o que é isso. Cockcroft - Essa é uma expressão comum e a melhor forma de entendê-la é pensar em como os negócios eram feitos anteriormente: eles atendiam aos consumidores apenas de forma indireta. Pene nos bancos: eles construíam produtos de tecnologia para automatizar suas agências; para ser atendido, você tinha que ir até lá, já que era onde as máquinas estava. Se um banco tivesse 2 mil agências, ele teria 2 mil pontos de acesso aos consumidores. Mas isso foi antes da transformação digital, porque hoje todos os seus consumidores têm um aplicativo para celular que faz as mesmas coisas que uma agência fazia. Se antes você tinha 2 mil, agora têm alguns milhões de consumidores que a todo momento podem se conectar a você. Esse é o exemplo para bancos, mas você pode pensar na TV. Se você é um canal de TV, provavelmente, trabalha com pontos de distribuição local. É essa filial, que talvez atenda 20 cidades, que diga quantas pessoas estão assistindo a um programa. Há no modelo do Netflix, tudo vai diretamente para o consumidor final. Veja o exemplo da internet das coisas. Os fabricantes esperavam fazer algo, colocar em uma caixa, ser pagos e nunca mais ver aquilo novamente, pois, muito provavelmente, seria alguma reclamação porque o aparelho quebrou. Agora, quando enviam um produto esperam ouvir sobre ele a cada cinco minutos. Ele simplesmente liga para você, porque a Internet das Coisas está na sua porta da frente, na sua campainha, no seu termostato. Na transformação digital, em vez de gerenciar seu serviço indiretamente, você fala diretamente com o cliente. Essa é a coisa mais básica para todas as indústrias: internet, smartphones e todas essas tecnologias digitais, que todos carregam consigo, agora fazem com que os consumidores esperem uma relação direta com um negócio. G1 ? Com tantos dados fluindo das pessoas para as empresas e também na mão contrária, qual a importância de ferramenta de inteligência artificial para processar todas essas informações? Cockcroft - Quando um canal transmite um programa às 21h, tem de perguntar a outra empresa quantas pessoas ela acredita terem visto aquilo, para decidir quanto pode ser cobrado pelos anúncios baseado nessas taxas. Quando você vê um produto diretamente levado ao consumidor, sabe exatamente quem o vê. Sabe quem viu da última vez e sabe exatamente quem deveria ver. A inteligência artificial pode olhar para o comportamento de milhões de consumidores e dizer, ?Pessoas que gostaram dessas coisas aqui podem curtir aquilo ali'. Um algoritmo comum de personalização consegue ainda dizer todas as coisas de que talvez você gostaria com base no que as pessoas que viram o que você viu gostaram de ver. G1 ? Uma das diretrizes do governo brasileiro é que os dados de serviços públicos não sejam hospedados fora do país. Você já viu isso em outro lugar no mundo? Cockcroft - Sim, isso já aconteceu com outros governos quando eles começaram a mover seus dados. Nós temos uma operação aqui [no Brasil] e nunca mudamos os dados de lugar. Se o cliente quiser deixar os dados dele aqui, nunca mudaremos para outro lugar. G1 ? O Banco Central permitiu que bancos guardem dados de seus clientes em nuvens no exterior, desde que os países de destino tenham acordo de transferência com o BC. Isso pode atrapalhar? Cockcroft - Nós vemos bancos ao redor do mundo levando seus dados para a nuvem. E trabalhamos com vários organizações de estado para, em alguns momentos, mudar as regras, em outros, pedir mais esclarecimentos. Recentemente, os reguladores brasileiros permitiram levar dados para a nuvem. Já fizemos essa migração em vários outros países, dos EUA a Cingapura. Tudo isso está acontecendo porque, se você voltar alguns anos atrás, as pessoas nessas indústrias diziam que nunca mudariam para a nuvem. Diziam, 'Se a gente ignorar, tudo isso irá sumir'. Agora, é difícil achar quem diga que a migração não vai acontecer. Dizem, 'Isso vai acontecer comigo um dia'. Agora, que tudo é visto como inevitável, a pergunta passou a ser: 'Quando e como chegamos lá?'. Estamos vendo muitos consumidores tendo vantagens como agilidade ao usar a nuvem e deixando de lado infraestruturas usadas anos atrás. Estamos ainda vendo novas companhias, como o Nubank, que está crescendo muito rapidamente ao atender as necessidades de clientes e fazendo os outros bancos ter de competir com ele. Em todos os países, encontramos companhias preocupadas em ser as primeiras e encarar todos os problemas disso, quando deveriam querer ser as primeiras e ter os benefícios de ser as primeiras. Vemos isso com bancos, indústrias. E o que os concorrentes deles estão tendo que fazer é segui-los ou copiá-los. G1 - Quais setores, impensáveis até pouco tempo atrás, estão migrando para a nuvem? Cockcroft - Os primeiros mercados foram varejo e entretenimento, mas agora os bancos entenderam. Todos estão em lugares diferentes mas entenderam o que precisam fazer. A indústria é um dos mercados interessantes que está adotando a nuvem. A empresas de energia também estão tentando se reinventar ao ir para a nuvem. No Oriente Médio, eles estão sentados sobre todo aquele óleo, mas ainda assim estão construindo painéis solares o mais rápido possível. Estão se perguntando sobre o que seria uma economia pós-petróleo e pensando se será uma economia digital. Por isso, estão usando todo o dinheiro ganho óleo e investindo em energias renováveis. Carros estão se tornando laptops com volantes. Há muita tecnologia neles, principalmente nos carros elétricos. Há muitas companhias de energia pensando em como se preparar para atender o que está por vir, já que não haverá postos de gasolina e, sim, pontos de recarga. O carro deixou de ser aquele produto que você vende e não quer mais ver. Agora, ele é completamente conectado. Todos os carros da Tesla que estão circulando por aí estão gravando toda rodovia para saber, por exemplo, quão rápido o tráfego está fluindo, e as empresas automotivas estão coletando todos esses dados.

 

A Hábil Softwares tem o maior prazer em atendê-lo. Envie a sua dúvida, comentário ou sugestão por meio de nossa página de contato

Envie sua mensagem

Baixe versões de teste, atualizações
dos produtos e ferramentas úteis, tudo gratuitamente.

Confira em Downloads


Av. Pedro Alvares Cabral, Nº 5220 - 1º Andar
CEP: 66.123-020 - Sacramenta - Belém / PA

2010© Hábil Software - Desenvolvido por Bredi